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Desabafos de uma mulher dos anos 80...

"A vida em constante mudança..."

Desabafos de uma mulher dos anos 80...

Sex | 03.05.13

Reflexão.

Butterfly

Encontro-me num misto de sensações e sentimentos. Sinto que tenho que estabelecer novas metas e objectivos para a minha vida. Novos?! Se calhar não são novos, mas talvez diferentes. Neste momento o objectivo principal continua a ser ter emprego. Talvez o que haja aqui a mudar é mesmo a localização geográfica. Não sei, mas começo a pensar seriamente nesse assunto. De que adianta estarmos cá, trabalharmos 6 meses e voltarmos para o desemprego sem sabermos quando voltamos a trabalhar? Andamos sempre neste ciclo vicioso... Acho que me estou a tornar repetitiva, mas também este processo é apenas uma e outra repetição do que já passei. Não foi a primeira nem segunda vez... Não saímos do mesmo lugar por mais que nos esforcemos, por mais que lutemos para isso. Não dá. Simplesmente NÃO DÁ. Não há dinheiro para pagar ordenados ao fim do mês (não há no fim, não há a meio, não há no inicio... não há!). Que fazer sendo assim? Andar frustrada? Chateada com tudo isto? Ainda se Portugal não nos desse emprego mas desse o mínimo de condições! Exemplo?! Uma consulta nas urgências por 20€???? O quê? Para muitos é um dia de trabalho. Para sermos mal atendidos e despachados aconselho a pôr mais 20 e a ir a um privado (claro está, para quem pode – mas pelo menos somos atendidos um bocadinho melhor)! Ridículo é todo este podre sistema. Parece que ninguém tem brio no que faz. Não existe um sorriso, uma palavra de força, uma atenção especial. Custa me imenso falar assim do país onde nasci, cresci e comecei a minha vida adulta… Custa me pensar que talvez esta linha mude radicalmente e a tenha de abandonar ou fazer uma curva em busca de melhores condições de vida… Falam em qualidade de vida? Dizem que cá em Portugal é que temos?! Só se for mesmo por termos mar e sol. Porque para mim qualidade ou bom nível de vida é necessitarmos de resolver algum assunto em tribunal e vermos a solução a caminhar. É precisarmos de ir à segurança social, ao hospital e a todas as entidades publicas e sermos atendidos com eficiência e brio. É chegarmos à nossa velhice e saber que vamos ter reforma que nos dê pelo menos condições mínimas para viver. Isso sim, para mim é qualidade de vida…Não é agora em nova que gasto tudo o que tenho e não tenho, porque fiz praia, viagens, cafés, jantares em restaurantes, e um dia mais tarde... viverei na pobreza e da pobreza.

 

(desculpem, mas realmente ando revoltada com tudo isto e começo a não conseguir ficar calada)

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